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Hoje, 28 de outubro, a Igreja celebra a memória de dois grandes santos São Simão e São Judas Tadeu, dentre tantos feitos que podemos tomar como exemplo da vida desses dois Santos, uma informação toma destaque para mim hoje. 

Simão Cananeu e Judas Tadeu eram irmãos de Tiago, o Menor, e filhos de Maria de Cléofas, que foi casada com Alfeu.

Dentro do meu escritório tem um quadro da Santa Ceia na parede, vez ou outra alguém me pergunta por que tem um quadro da Santa Ceia na parede do escritório, já que é muito mais comum que tal imagem seja posta na sala de jantar ou na cozinha. Embora eu pudesse responder que hoje em dia se come em qualquer cômodo da casa, a verdade é que o motivo pelo qual eu gosto da imagem da Santa Ceia não tem muito a ver com a ceia em si (sim, dessa vez não tem relação direta com comida, embora ela continue sendo importante), mas é pela Santa Ceia ser uma das imagens mais acessíveis onde é retratado os doze apóstolos reunidos com Jesus. Como o próprio Jesus afirmou que desejou muito comer aquela ceia com eles (Lc 22, 15), para mim não é difícil imaginar a satisfação de nosso Senhor ao reunir-se com eles naquele momento. 

Na antiguidade existia dentro da Igreja uma forte devoção aos Santos Apóstolos, inclusive a prática de nomeá-los durante às orações, vigílias e celebrações litúrgicas, contudo, com o passar dos séculos a devoção foi desaparecendo, em alguns casos por se tratar de regiões onde a devoção a outros santos se tornou mais forte e popular, mas infelizmente na maioria dos casos, porque hoje em nossas paróquias pouco se sabe a respeito dos santos apóstolos (as vezes não se sabe de santo algum). 

Não é incomum encontrar em nossas catequeses com crianças, jovens e adultos, pessoas que não sabem quem foram os doze apóstolos originais, não me refiro a trivial tarefa de decorar seus nomes, mas de identificar seus feitos ao longo da história dos primeiros anos da Igreja, conhecer um pouco de suas histórias, suas lutas, seus martírios. 

Com a comum exceção de Simão Pedro, por ser o primeiro papa escolhido por Jesus (Mt 16, 18), Judas Iscariotes, aquele que O entregou (Jo 13, 26) e Tomé, aquele que confessou Jesus (Jo 20, 28), os outros apóstolos, quase sempre, acabam por cair no esquecimento e quando lembrados dificilmente se apontam suas ações para a edificação da fé, como se fossem meras peças decorativas. 

Caso esteja lendo isso e pensando que estou exagerando, glorifico a Deus por isso, pois isso quer dizer que você e as pessoas em seu convívio conhecem e são devotos dos Santos Apóstolos. Mas infelizmente você é a exceção e não a regra, São Judas Tadeu apóstolo, do qual comemoramos a memória hoje por exemplo, é conhecido por muitos como patrono dos aflitos e padroeiro das causas desesperadas, devido a uma revelação particular de Santa Brígida na idade média, onde Jesus recomenda que se recorresse a São Judas Tadeu, pois ele a valeria em suas necessidades. 

Em minha cidade natal, por exemplo, há uma paróquia do qual o apostolo é padroeiro e muitos na cidade se voltam a ele nesse período para pedir intercessão para alguma graça que desejam alcançar, no entanto muitos não sabem ou não se atentam ao fato dele ser um dos doze. 

Essa é mais uma dádiva que o Senhor oferece a nós, assim como ofereceu aos seus discípulos a graça de poder anunciar o reino de Deus, em um tempo em que a tradição e o conhecimento da Igreja de Deus estão sendo negligenciados, Ele oferece a nós essa mesma graça, a graça de pode anunciar a boa nova, de apresentar a verdadeira riqueza da Igreja de Cristo, de ensinar a fé dos apóstolos e catequisar na fé a nossos irmãos apreciando o caminho de conversão que tudo isso provoca em nós mesmos. 

Por causa da fé enfrentaremos aflições, mas jamais iremos desesperar, porque Cristo espera por nós. 

 São Simão e São Judas Tadeu, rogai por nós. 

Percebam Deus nos pequenos detalhes. 

Graça, Paz e Misericórdia.