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A última criação de Deus antes de descansar no sétimo dia foi a família (Gn 1, 26-31). Ele a fez partindo da sua própria imagem e semelhança. E nós, em nossas livres ações começamos a destruir a beleza da criação de Deus.

Eva, a esposa, no primeiro olhar a vemos desobedecendo a Deus, comendo do fruto que Deus já tinha dito para não comer. No segundo olhar, como tantas mulheres do nosso tempo, hoje ditas empoderadas, a palavra da moda atualmente, comeu sem consultar seu esposo Adão (Gn 3, 6).

Adão, o esposo, no primeiro olhar, também o vemos desobedecendo a Deus comendo do furto que Deus já tinha dito para não comer. No segundo olhar, como tantos homens do nosso tempo, esquiva-se da responsabilidade de esposo, depositando na esposa Eva a responsabilidade pelo erro que também é dele (Gn 3, 12).

Filho dessa casa, Caim não compreendeu a unidade santa que Deus concebeu como família, tomado pela inveja matou seu irmão Abel cujo erro era fazer aquilo que agradava a Deus (Gn 4, 8).

Durante todo o antigo testamento homens e mulheres santas buscaram viver o exemplo de família que Deus concebeu. Profetas alertavam e orientavam o povo a respeito da vontade de Deus para a família. A aliança que havia sido desfeita com Deus Pai, estava próxima de ser eternamente restaurada em Teu filho, Jesus Cristo. Para restaurar essa aliança, Deus em seu mistério começou restaurando uma das primeiras coisas que o pecado atacou ao entrar no mundo, a família.

A escolha da esposa foi sublime, Maria uma virgem prometida em casamento, exemplo de filha, temente a Deus, serva de Deus por excelência e humildade (Lc 1, 26-38).

A escolha do esposo foi igualmente excepcional, José um homem casto, exemplo de justiça e fortaleza, vindo de família honrada e santa (Mt 1, 1-17).

Juntos estavam e pela ação do Espírito Santo formaram com Jesus a Sagrada família (Lc 1, 35).

Não foi por acaso quê uma das primeiras coisas que o pecado prejudicou ao romper nossa aliança com Deus foi a família, também não foi por acaso que Deus ao preparar para nós o projeto de Salvação o iniciou na família. Uma família sagrada e santa, que é exemplo para nós.

Agora não vamos muito longe, a nossa volta nos dias de hoje, o quê estão nos dizendo? O quê estamos repetindo? O quê estamos ensinando? E principalmente, o quê estamos sendo?

“Família tradicional” tornou-se um termo pejorativo. Cada vez mais cedo pais e mães perdem a autoridade sobre seus filhos, filhos que cada vez mais desejam ter autoridade sobre seus pais. Quantas vezes ouvimos que os tempos são outros, que hoje existem várias configurações de família, porque existem muitas mães solteiras, muitas crianças abandonas para a adoção, muitas adolescentes que engravidam e sem condições de criar e educar seus filhos escolhem o caminho da morte pelo aborto.

São tantos os problemas que “novas” soluções precisam ser pensadas, mas foram as novas ideias que criaram os problemas e por isso a “fórmula” tradicional tão rechaçada nos dias atuais ainda funciona. No guardar da castidade não haverá gravidez precoce que precise ser interrompida ou crianças abandonas ao sabor da sorte, no respeito ao sacramento do matrimônio não haverá mães solteiras. No diálogo familiar onde o casal se tem como igual e um só (Gn 2, 24) a esposa é verdadeiramente empoderada e o marido verdadeiramente responsável, para assim os filhos dessa união olharem para a família como o quê verdadeiramente Deus espera que ela seja, a igreja doméstica que a cada dia renova a aliança com Ele, Nele e por Ele.

Jesus, Maria e José, nossa família vossa é! Sagrada Família, rogai por nós!

Percebam Deus nos pequenos detalhes.

Graça, Paz e Misericórdia.