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Em tempos de curtidas, visualizações, seguidores, amigos e inscritos você já se perguntou o porquê de tudo isso? Já perguntou a si mesm@ os motivos disso tudo?

Está semana em meio a uma conversa uma amiga perguntou-me “porque somos amigos?”

Hoje a mãe Igreja nos convida a mergulhar junto com Pedro no último capítulo do evangelho segundo João, onde o evangelista aproveita para narrar mais uma aparição de Jesus a seus discípulos. Pedro decide pescar, com ele estavam nessa oportunidade Tomé, Natanael, os filhos de Zebedeus e outros dois discípulos (Jo 21, 2) e igualmente como antes não pescam nada (Lc 5, 5) e Jesus sabendo disso aparece para eles perguntando.

“Moços, tendes alguma coisa para comer?” (Jo 21, 5a).

O sonoro não que Jesus recebe como resposta não fica sem consolo, Ele manda que lancem as redes a direita do barco, nesse momento, com as redes repletas de peixes que os discípulos reconhecem Jesus, cada um à sua maneira reagem a presença do mestre, até trazerem o barco com as redes cheias para a margem próxima, ao chegarem à margem o que os discípulos veem revelam um pouco mais de Jesus.

O evangelho narra que assim que pisaram na terra, os discípulos viram brasas acesas com peixe em cima e pão. Mas lembrem que Jesus perguntou a eles se eles tinham algo para comer, Jesus não disse que Ele não tinha, muito menos disse que santinha fome, depois daquela pesca farta ele pede aos discípulos.

“Trazei alguns dos peixes que apanhastes” (Jo 21, 10).

Ao convidar os discípulos para comer Jesus os serve, repartindo entre eles o pão e os peixes.

Depois de ajudá-los na pesca, e servir a eles a refeição, Jesus questiona a Pedro, se ele o ama, faz por três vezes essa pergunta. E Pedro por três vezes responde quê o ama. E desse diálogo o quê mais me chama atenção não é Jesus perguntar três vezes, talvez cada vez que perguntasse estivesse se referindo a Ele mesmo em uma das pessoas da Santíssima Trindade e desejasse ouvir de Pedro que ele ama igualmente o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Também não me surpreender Pedro responder que sim, mesmo sendo repetidamente questionado.

Mas o que Jesus pedia a Pedro sempre que ele respondia que o amava faz meu coração disparar e minha cabeça chacoalhar

“Apascenta as minhas ovelhas” (Jo 21, 17b).

Jesus já havia dito a seus discípulos, que não mais os chamavam de servos, que eles eram amigos (Jo 15, 15), é assim que Jesus define amizade, é isso que quer dizer ser amigo de Jesus. Ele não precisa de nós para nada, não há benéfico algum, não há proveito, não há recompensa em ternos como amigos, em termos por perto e mesmo quando nos afastamos, quando parece que nada deu certo, Ele aparece.

Ele não tem fome, mas se preocupa se nós temos, Ele não precisa comer, mas prepara e nos server a comida. E quando ficamos a vontade em sua amizade, Ele nos ensina a fazer amigos, ao nos pedir que cuidemos um dos outros, é claro que Jesus poderia apascentar seu rebanho sem nossa ajuda, pois fazemos parte do rebanho também.

Mas Ele deseja que nós cuidemos uns dos outros, Ele pediu a Pedro, a sucessão apostólica da igreja vai nos levar de Pedro a Francisco e de Francisco a cada padre em cada paróquia em todo lugar.

Você é amig@ de seu pároco? Lembre-se que você diz toda missa que “o amor de Cristo nos uniu”.

Aí mesmo da sua pastoral, do seu grupo, do seu movimento, da sua família, dos seus amigos de escola e de trabalho, dos seus vizinhos, de quem está sentado do seu lado no ônibus ou no metrô. De todo lugar essa responsabilidade é nossa, não é de Pedro apenas, começou nele, mas não parou nele. Deixe que as outras ovelhas saibam que você é amig@ de Jesus, ensine-os como fazer parte de um rebanho que na amizade se preocupa, cuida, ensina e serve junto, para que um dia todos nos encontremos com o pastor Eterno, com o primeiro Cordeiro do rebanho.

Porquê?

Porque Ele sabe que o amamos. E é por amá-Lo que somos amigos. E amigos, demonstram Deus uns aos outros nas pequenas ações e coisas.

Aleluia! Aleluia! Aleluia!

Feliz Páscoa!

Graça, Paz e Misericórdia.