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No primeiro domingo do advento é acessa a vela verde representando a esperança trazida pelos profetas que repletos da graça de Deus anunciam a vinda de Filho Unigênito. Eu poderia exortar a todos dizendo que nos tempos difíceis que passamos precisamos depositar a nossa esperança no Senhor pois dias melhores estão por vir, mas não é verdade. 

Calma, nessa primeira semana do advento, busquemos meditar um pouco sobre a esperança em Cristo Jesus, para que Nele nossas esperanças se fortaleçam, mas pelo motivo certo. Então oremos juntos. 

† Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém. 

Pai Nosso que estais nos Céus, 
santificado seja o vosso Nome, 
venha a nós o vosso Reino, 
seja feita a vossa vontade 
assim na terra como no Céu. 
O pão nosso de cada dia nos daí hoje, 
perdoai-nos as nossas ofensas 
assim como nós perdoamos 
a quem nos tem ofendido, 
e não nos deixeis cair em tentação, 
mas livrai-nos do Mal. 

Amém.

Avé Maria, cheia de graça, 
o Senhor é convosco, 
bendita sois vós entre as mulheres 
e bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus. 
Santa Maria, Mãe de Deus, 
rogai por nós pecadores, 
agora e na hora da nossa morte. 

Amém.

“Naqueles dias, Judá será salvo e Jerusalém terá uma população confiante; este é o nome que servirá para designá-la: ‘O Senhor é a nossa justiça” (Is 33, 16). 

Se observamos a história procurando tempos bons, encontraremos breves períodos de prosperidade em alguns povos, mas se procurarmos por tempos difíceis, encontraremos muitas guerras, catástrofes e destruição. Mas então os profetas estavam errados? Jesus não cumpriu a promessa? Não faz sentido ter esperança? 

Bem, a resposta para essas perguntas é não. Os profetas estavam certos, a promessa se cumpriu em Jesus e a nossa esperança tem fundamento sólido. Mas precisamos de uma pausa desse mundo conturbado para enxergar com clareza e para nos ajudar nisso temos o nosso intercessor, Isaías. 

Isaías viveu em um tempo conturbado como o nosso, o povo de Deus estava em exílio e ele como profeta levava consolação e esperança ao povo relevando as promessas de Deus. Tamanho foi sua entrega a essa missão que a segunda parte do seu livro é chamada de Livro da Consolação, que compreende dos capítulos 40 ao 55. Nesses capítulos ele anuncia a libertação, fala de um novo e glorioso êxodo e da criação de uma nova Jerusalém, reanimando assim o povo exilado.

O mais importante a respeito dessas profecias não é a realidade terrena do povo, até porque milhares de anos depois não estamos muito diferentes, mas a promessa da realidade salvífica, por isso, quando Isaias falava sobre a salvação de Judá e a confiança da população de Jerusalém, não era uma promessa para esse mundo, mas para a vida eterna.

Então o que cabe a nós? 

Cada um de nós passa por suas próprias tormentas, os dias de hoje não são muito diferentes dos dias de Isaías ou de qualquer outros, pessoas continuam sofrendo por sua fé, das que são executadas por professar a fé cristã as que são ridicularizadas por amigos e familiares por desejar viver em comunhão com Cristo. 

Junto a isso, são inúmeras as mazelas que precisamos enfrentar, as doenças, o desemprego, a pobreza, a fome, assim como a saúde, a estabilidade profissional,  a riqueza e a fartura. Sim precisamos enfrentar tudo isso, pois nessa vida a maior preocupação daquele que se propõem a viver para Cristo não está em seu próprio bem estar, está em cair e não conseguir ficar de pé para Cristo novamente. 

“Portanto, ficai atentos e orai a todo momento, a fim de terdes força para escapar de tudo o que deve acontecer e para ficardes em pé diante do Filho do Homem” (Lc 21, 36). 

Esse é o nosso advento, nessa primeira semana, se permita entender aquilo pelo qual sofre em sua vida, mas jamais esqueça de lamentar profundamente tudo aquilo que te impede de firmar em Cristo Jesus sua esperança. 

Tenha no profeta Isaias um amigo e intercessor, faça a leitura orante dos capítulos do Livro da Consolação durante a semana e busque encontrar esperança na promessa de Deus. Sua vida não vai melhorar como em um passe de mágica, mas quando você acolher a verdadeira promessa de esperança em seu coração, muitas coisas que hoje te atormentam, deixaram de ter tanta importância para você e assim você será capaz de entender que a alergia e a entrega de tantos santos e mártires da Igreja não vinha de uma vida boa, mas da esperança de Cristo que vem. 

Na primeira semana do advento, percebamos nos pequenos detalhes da nossa vida os sinais dAquele que vem.

Isaías, rogai por nós.

Graça, Paz e Misericórdia. 

† Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.