A Santa Igreja Católica em seus mais de dois mil anos de história produziu e possui uma grande riqueza cultural no campo das artes, da filosofia, da literatura, da arquitetura, da engenharia e da ciência em geral.

As contribuições da Igreja Católica para o conhecimento humano são tão amplas que seriam necessárias muitas vidas para conhecer tudo. Mas infelizmente sua riqueza é constantemente reduzida e até mesmo ignorada.

Em tempos de Big Data e conteúdo efêmero,  o hábito de refletir profundamente a respeito de qualquer que seja o assunto se tornou pouco popular e muito embora, em alguns aspectos, ter a resposta direta para uma pergunta seja o ideal, quando estamos falando da fé e da doutrina Católica, uma resposta que cabe em 240 carácteres pode não ser suficiente, quase nunca é.

Pessoas que são capazes de sintetizar informações e reproduzir de maneira prática são admiráveis e em tempos de apostolado digital muitas vezes são essas pessoas as responsáveis por abrir as portas da Igreja para muitos que de outra maneira não se aproximariam dela. 

Semana passada uma amiga me enviou um post do Instagram onde uma influenciadora digital católica apresentava os motivos para uma confissão ser inválida. Junto com o post ela enviou-me uma pergunta.

“É verdade isso?”

A pergunta foi provocada por um item da lista de motivos que apresentava uma oração que deveria ser feita pelo padre após ouvir os pecados do fiel. No post ela afirmava que se aquela oração não fosse realizada, o confissão do fiel não tinha validade. 

Logo de cara a resposta é não, não é verdade. O Catecismo da Igreja Católica aponta os elementos necessários para receber o sacramento da confissão, mas não apresenta a famigerada oração obrigatória como ela fez, desde que seja realizada em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, o que para um católico bem informado não é novidade, já que nenhum sacramento da Igreja existe distante da Trindade.

Dessa experiência dois pontos precisam ser destacados.

Primeiro, ser católico é ter a inerente obrigação de ensinar ao nosso próximo como se aproximar da vontade de Deus e ganhar o céu. Para isso precisamos ser fiéis a Santa Mãe Igreja, ensinando o que dela recebemos, não podemos inventar ou acrescentar coisas aleatoriamente. Estando na posição de influenciadores e possuindo apostolados digitais, devemos zelar ainda mais para manter a fidelidade aos ensinamentos da Igreja.

Segundo, devemos olhar os conteúdos resumidos como lembrança, notas rápidas, estímulos a conhecer mais e etc, mas não podemos resumir o conhecimento da nossa fé a isso. Se faz necessário irmos além, buscar conhecer mais, meditar mais, nos aprofundarmos. 

Um post em rede social ou blog (mesmo que seja este aqui o blog 🙂 ) não deve ser a sua única fonte de conhecimento da fé. Busquemos a doutrina da Igreja, a sabedoria dos Santos Doutores e os ensinamentos dos Papas para nos tornamos firmes na fé e não nos permitimos conduzir ao erro ou por ignorância conduzirmos o próximo a errar.

Não podemos nos apaixonar pelo que não conhecemos, então busquemos conhecer a vontade de Deus manifestada que é anunciada por sua Igreja. Das doutrinas gerais aos pequenos detalhes, percebamos Deus na Santa Mãe Igreja.

Graça, Paz e Misericórdia.